segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

EVOLUÇÃO


Fui rocha, em tempo, e fui, no mundo antigo,
Tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...

Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
Ou, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paul, glauco pascigo...

Hoje sou homem - e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, na imensidade...

Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas, estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.

11 comentários:

Tiago R. Cardoso disse...

aspiro e luto por ela, todos os dias...

O Profeta disse...

Antero, um homem da ilha com o sentir da ilha...como eu...


Doce beijo

Otávio disse...

Muito bem escolhidos, o texto e a foto.

avelaneiraflorida disse...

Querida Fátima,

e às vezes não apetece ser nada...

Mas Antero é outra realidade!!!!

Bjkas!!!

multiolhares disse...

assim é feita a vida de varias caminhadas
beijinhos
luna

papagueno disse...

E viva a liberdade. Bjks

Silent Raven disse...

A poesia de Antero de Quental é sempre algo de muito belo, mas tenho um carinho especial por esse poema...

Beijinhos

Oliver Pickwick disse...

Uma poesia que transcende os sentimentos comuns, querida Fátima. Quase um "quem somos e para onde vamos". Ótima escolha.
Beijos!

Otávio disse...

Eu de novo.

Fique a vontade para me adicionar em seu espa�o. Quanto a mim ja estou me adiantando e adicionando o Mar Azul no meu. Se nao for de seu agrado e so me avisar

Adriana disse...

Maaaraaavilhoossaaa!!!Como é bom começar a manhã lendo coisas boas!!

Anónimo disse...

É escritor?
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Salomé Guerreiro
Coordenadora editorial
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