quinta-feira, 22 de novembro de 2007

O Tempo


O tempo acaba o ano, o mês e a hora

O tempo acaba o ano, o mês e a hora,

A força, a arte, a manha, a fortaleza;
O tempo acaba a fama e a riqueza,
O tempo o mesmo tempo de si chora;

O tempo busca e acaba o onde mora
Qualquer ingratidão, qualquer dureza;
Mas não pode acabar minha tristeza,
Enquanto não quiserdes vós, Senhora.

O tempo o claro dia torna escuro
E o mais ledo prazer em choro triste;
O tempo, a tempestade em grão bonança.

Mas de abrandar o tempo estou seguro
O peito de diamante, onde consiste
A pena e o prazer desta esperança.


Luís de Camões

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Amizade e Tolerância

Aqui agradeço a generosidade e amabilidade da Amiga O Silêncio Culpado, que me presenteou com este prémio! Muito Grata Amiga.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Namorando com a Natureza

Foto:Olga


Inda o sol mal raiava o céu e já as andorinhas
Bailavam, para cá e para lá, numa orquestra
Bem ritmada acompanhada pelas florzinhas,
Que assim escutavam ao longe a dita palestra.

Sentia-se no ar o olor da primavera reinante,
E conforme ia-se sucedendo o dia os animais
Começaram a sair do seu misterioso palanque,
Onde passaram a noite, entre os vegetais.

Finalmente o dia confirmou-se junto ao Tejo,
E um arco-íris fundiu-se a ele, consoante
Minha vista se ajustava, porque, o que eu vejo,

É um miríade de águas límpidas, a se mostrar,
Louva a deuses e borboletas que, doravante,
Serão parte integrante da natureza a se namorar.

22/04/07

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

ESTE BLOGUE ESTÁ SOLIDÁRIO COM O POST DO BLOGUE CEGUEIRA LUSA

Texto retirado na íntegra de http://www.cegueiralusa.com/

Vergonhoso: professores das AEC não recebem

As Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), há quem as designe de Actividades de Empobrecimento Curricular, nasceram algo tortas e, como diz a sábia voz do povo, «aquilo que nasce torto, tarde ou mal se endireita». Não querendo tomar a parte pelo todo, não me atrevo, para já, a juntar-me ao exército, que tem visto as suas fileiras engrossarem, daqueles que diabolizam as AEC. Apesar de não ser novidade para ninguém que me conheça que não concordo com o modelo adoptado nem com os objectivos (se é que estes existem) que estas se propões alcançar. Todavia, posso afirmar, convictamente, que este modelo contribui para o empobrecimento dos professores envolvidos no projecto. A trabalharem desde Setembro sem receberem um cêntimo pelos seus serviços é absolutamente inaceitável. Não esqueçamos que estes profissionais trabalham a «Recibo Verde», portanto há uma boa parte do ano em que não recebem coisa alguma. Isto já é preocupante. Pensar que estas pessoas desde Julho que não auferem qualquer vencimento suscita-me algumas questões: Quem paga a renda / prestação da casa? Quem paga a alimentação? Quem paga a água, a luz, o telefone? Como é que se vive assim? Não esqueçamos que muitos têm que se deslocar em transporte próprio para a (s) escola (s) onde leccionam. Não sei se esta situação se está a passar em todo o país. Em Viseu esta é uma realidade dramática. Parece que os vencimentos estão a ser processados…estavam…estarão…Ninguém sabe ao certo. O que sei é que há gente a vivenciar situações dramáticas. Um amigo disse-me que não sabe se o dinheiro que ainda lhe resta será suficiente para o combustível que lhe permita deslocar-se às várias escolas em que trabalha. Aqui está outra aberração: contratam imensa gente e depois atribuem apenas 12 horas a cada professor, horas distribuídas por distintos locais, obrigando a várias deslocações diárias. Se não expusesse esta situação vergonhosa e lamentável hoje, tenho a sensação de que nem dormiria em paz. Outros há que estão, dado o adiantado da hora, tranquilamente a sonhar com a cabeça na almofada. Enquanto isso, muitos fazem das tripas o coração, encetando majestosos malabarismos, para fazerem face às necessidades básicas do quotidiano.
Que vergonha!!!




Desafio lançado por Silêncio Culpado

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

O Sêlo da Amizade

Autora: Sindarin

Um Mimo que trouxe do cantinho do amigo Gui , e tal como ele, passo-o a todos os amigos que me visitam. Podem levá-lo e passá-lo a outros amigos.

Grata pela vossa amizade.


Gosto de Gente

Gosto de gente com a cabeça no lugar,
de conteúdo interno,
idealismos nos olhos e
dois pés no chão da realidade

Gosto de gente que ri
chora,
se emociona com uma simples carta,
um telefonema,
uma canção suave,
um bom filme,
um bom livro,
um gesto de carinho,
um abraço,
um afago.

Gente que ama e curte saudades,
gosta de amigos,
cultiva flores,
ama os animais,
admira paisagens,
poesia e escuta.

Gente que tem tempo
para sorrir bondade,
semear perdão,
repartir ternuras,
compartilhar vivências
e dar espaço
para as emoções dentro de si,
emoções que fluem
naturalmente de dentro
do seu ser!

Gente que gosta de
fazer coisas que gosta,
sem fugir de compromissos
difíceis e inadiáveis,
por mais desgastantes que sejam.

Gente que colhe
orienta,
se entende,
aconselha,
busca a verdade
e quer sempre aprender,
mesmo que seja de uma criança,
de um pobre,
de um analfabeto.

Gente de coração desarmado,
sem ódio e preconceitos baratos,
com muito amor dentro de si.

Gente que erra e reconhece,
cai e se levanta,
apanha e assimila os golpes,
tirando lições dos erros
e fazendo redentora
suas lágrimas e sofrimentos.

Gosto muio de gente assim...
E desconfio que é deste
tipo de gente que
Deus também gosta!

(Arthur de Tavola)

Um Miminho de um Amigo

sábado, 3 de novembro de 2007

sábado, 27 de outubro de 2007

A Menina do Farol


Todas as tardes a Menina sentava-se junto ao Farol, ficava quieta, pensava!

A sua vida era dividida entre a casa e a escola...quem sabe se iria ali à procura de um pouco de paz, tranquilidade, conforto. A imensidão do mar dava-lhe alento, a adoração por aquela construção solitária, era para ela o escape do mundo real... Ficava ali durante muito tempo, quem sabe desabafando... contando as suas amarguras e desalentos a sua tristeza ou a sua alegria...

O Farol ouvia-a escutava-a e confortava-a com a sua altivez e o seu silêncio.

Era tão importante aquele tempo de cumplicidade, a Menina e o Farol...

Mas a certa altura a Menina deixou de aparecer e o Farol ficava ali só...sentindo o mar, o céu, o vento, mas... Agora só!

Tal como a Menina, também eu gosto da magia, do encanto que tem o Farol, agora até eu vou visitá-lo, nada sei sobre o que aconteceu à Menina, mas garanto que sinto... sinto o que ela sentia... a vida continua... e o Farol está sempre ali para aconchegar o coração daqueles que sentem a sua importância.

Quanto à Menina, gostava de a encontrar, falar-lhe, partilhar com ela toda esta magia e quem sabe sermos amigas... assim como eu sou... Amiga do Farol!

Fátima

Autor: Miguel Afonso

Mais um Desafio


A amiga CANTARES DE AMIGO mandou-me ler!
BOA!!! Adoro ler!

Mas disse:

1- Pegar num livro que tenham à mão... não vale procurar,

2- Abri-lo na página 161,

3- Procurar a 5ª frase completa,

4- Postá-la no vosso blog,

5- Passar a Maria a 5 bloggers,

6- É proibido ir buscar o melhor livro, nem é postar a frase que acharem mais interessante,

7- Divulgar o nome e o autor do livro.

Então:

"É este o prato principal."

O Codex 632 de José Rodrigues dos Santos,
Gradiva publicações, lda.


Agora passo o testemunho:

Murmúrios, O Sibarita, Oliver Pickwick, O Profeta, Fernanda & Poemas

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Segui a PISTA

Fiquei curiosa com a pista da amiga CANTARES DE AMIGO e exprimentei. E deu....


Your Blog Should Be Yellow



You're a cheerful, upbeat blogger who tends to make everyone laugh.

You are a great storyteller, and the first to post the latest funny link.

You're also friendly and welcoming to everyone who comments on your blog.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

17 de Outubro de 2007

Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza!

Imagem Google

sábado, 13 de outubro de 2007

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

O Meu Palácio

Pedra a pedra, construí um palácio
para o meu primeiro amor
pus um tapete vermelho
e esperei-o como um espelho
que reflecte a preto e branco
amei-o tanto
sem cor

O príncipe chegou
e quando pressentiu
que eu talvez fosse pedra
fugiu

Frase a frase construí um palácio
para o meu segundo amor
entre as rimas de um soneto
um retrato a branco e preto
que nos julgava mortais
amei-o mais
que a dor

O príncipe chegou
e quando pressentiu
que eu talvez fosse um verso
fugiu

No meu corpo vou construindo um palácio
como quem vê o sol pôr
feito apenas dos meus passos
dos desejos e abraços
que nos fazem não ter fim
amo-te sim
amor

O príncipe chegou
e quando pressentiu
que eu era uma mulher
sorriu.


Jorge Palma

domingo, 7 de outubro de 2007

PAZ


Neste cantinho de Beleza,
paro e olho a grande
paz que rodeia este lugar...

Choro de emoção,
e sinto-me tão pequena,
tão insegura, neste mundo tão FORTE!

Sento-me quieta,
e escuto o barulho da água,
o murmúrio das árvores
e choro...

Tanta NATUREZA,
Tanta BELEZA,
Tanta PAZ,
E eu choro...


Fátima

sábado, 6 de outubro de 2007

La vie en Rose


Edit Piaf encanta-me!

http://www.youtube.com

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Pequenas Coisas

Falar do trigo e não dizer
o joio. Percorrer
em voo raso os campos
sem pousar
os pés no chão. Abrir
um fruto e sentir
no ar o cheiro
a alfazema. Pequenas coisas,
dirás, que nada
significam perante
esta outra, maior: dizer
o indizível. Ou esta:
entrar sem bússola
na floresta e não perder
o rumo. Ou essa outra, maior
que todas e cujo
nome por precaução
omites. Que é preciso,
às vezes,
não acordar o silêncio.


Albano Martins
Escrito a vermelho
Campo de letras
1999
1ª edição

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

FLOR

Cheirando o perfume azul,
de uma flor de saudade...

Fátima
Foto: Karula

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Prémio Visitante

Bom!... Recebi esta menção...
Cabe-me agora partilhar, com aqueles que me acompanham neste meu cantinho, e agradecer deste já todo o carinho e tudo o que de bom aprendi.

IMAGINENS ; A Minha Matilde & Cª ; O Silêncio Culpado ; CANTARES DE AMIGO ; Sophiamar ; Oceanus ; Barão Van Blogh ; O PROFETA ; MURMURIOS ; GUI ; Caminho dos Versos .

Um abraço para todos os amigos que mencionei e para todos aqueles que espero vir a conhecer e partilhar sentimentos de vida.

Obrigada

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Cesário Verde


Ao entardecer, debruçado pela janela,
E sabendo de soslaio que há campos em frente,
Leio até me arderem os olhos
O livro de Cesário Verde.

Que pena que tenho dele! Ele era um camponês
Que andava preso em liberdade pela cidade.
mas o modo como olhava para as casas,
E o modo como reparava nas ruas,
E a maneira como dava pelas causas,
É o de quem olha para as árvores,
E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando
E anda a reparar nas flores que há pelos campos...

Por isso ele tinha aquela grande tristeza
Que ele nunca disse que tinha,
Mas andava na cidade como quem anda no campo
E triste como esmagar flores em livros
E pôr plantas em jarros...

Alberto Caeiro, O QUARDADOR DE REBANHOS, Poema III, in Obra de Fernando Pessoa, vol. I, Lello & Irmão - Editores, Porto, 1986
http:Poesia
Foto: http:Carlos Carvalho