sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Soneto da Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quanto mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.

Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes
http:Poesia

4 comentários:

avelaneiraflorida disse...

o grande VINICIUS sabe do que fala...

Lindo!!!!
Infinitamente bonito!!!!
Bjks

Fátima disse...

Sou da mesma opinião!
Bigada amiga
Jokinhas

SILÊNCIO CULPADO disse...

O soneto da fidelidade é dos mais lindos e verdadeiros. Várias vezes o murmurei em pensamento em certas alturas da minha vida.
Vais fazer parte do meu roteiro.

ZezinhoMota disse...

Fátima!

Uma bonita escolha e logo um monstro sagrado na poesia...

Bom fim de semana.

Bjnhs

ZezinhoMota